Coletivas

Antropologia local para formar uma topografia sagrada

Dagson, Gabriel Nast e Haisson

2013
Vista da exposição na Galeria de Arte do BDMG Cultural. Imagem fornecida por Rafael Perpétuo.

Pinturas, colagens e objetos de Dagson, Gabriel Nast e Haisson aproximam a arte de rua, os espaços institucionais e o cotidiano. A curadoria nasce do diálogo com três artistas ligados ao Arena da Cultura e investiga os limites estabelecidos entre as artes.

O título retoma e transforma uma expressão de Harald Szeemann para propor uma investigação das atividades humanas em seus microcosmos e de sua relação com os espaços de legitimação da arte. A pesquisa aproxima a expressão urbana popular de linguagens e objetos reconhecidos como parte da tradição artística.

Dagson constrói relações entre pintura e escultura a partir de materiais do cotidiano. Gabriel Nast trabalha a sobreposição de imagens e memórias, com destaque para a série Povo Brasileiro, realizada a partir do livro de Darcy Ribeiro. Haisson articula spray, aquarela e objetos, recorrendo também a suportes encontrados em sua comunidade.

A seleção incorpora objetos, livros e referências visuais que estabelecem pontes entre as obras, o design e a vida cotidiana. O projeto prolonga, no espaço expositivo, o diálogo de formação artística desenvolvido no Arena da Cultura.

Apresentação baseada no projeto e no texto curatorial de Rafael Perpétuo.

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